domingo, 2 de dezembro de 2012

Lei de acesso à informação contribui para quebrar barreiras culturais

Da Assessoria
A quebra de barreiras culturais deve ser uma ação permanente de todas as instituições do sistema judicial e a Lei de Acesso à Informação (12.527 de 2011), que entrou em vigor em maio deste ano, é um dos instrumentos que veio para contribuir para a mudança no que se refere à transparência nas administrações públicas. Essa foi a tônica da palestra proferida em Cuiabá pelo conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Licurgo Mourão.
O conselheiro participou do I Seminário Sobre os Meios de Combate à Corrupção no Século XXI, realizado em Cuiabá na quinta-feira (29) pelo Núcleo de Enfrentamento aos Crimes de Corrupção e à Improbidade Administrativa de Mato Grosso (Necco).
Mourão defendeu a plena divulgação das informações pelos órgãos públicos, inclusive a divulgação dos salários de todos os servidores. "O acesso é regra e o sigilo é exceção", afirmou ao indicar que as definições estão claras nos artigos 23 e 24 da Lei. "No Brasil, a legislação é recente e enfrenta alguns problemas com relação à aceitação, mas já existe nos Estados Unidos e em alguns países da Europa há cerca de 60 anos", completou.
O conselheiro também abordou aspectos de percepção da psique que ajudam a detectar o perfil das pessoas que agem de maneira ilícita. "Existem pesquisas nas áreas da psicologia e psiquiatria que estabelecem a tipologia específica do indivíduo corrupto, que demonstram transtorno da personalidade social desde criança, como na prática de bulling e nos maus-tratos a animais. Essas pessoas não se importam com o que vai acontecer com os outros, pois não possuem senso ético".
Mourão apresentou ainda um levantamento que mostra que, no mundo, a maioria das fraudes (51%) é descoberta pelos controles internos das instituições.
Núcleo de Enfrentamento - O Necco, criado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso em abril de 2012, tem como objetivo criar mecanismos efetivos de combate e prevenção aos crimes praticados contra a administração pública como corrupção ativa e passiva, peculato e concussão, além de atos de improbidade administrativa.
O Necco conta com os seguintes parceiros: Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), por meio da Polícia Judiciária Civil e do Corpo de Bombeiros, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, Polícia Federal, Auditoria Geral do Estado (AGE), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Associação Mato-Grossense do Ministério Público. 

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